CRB x Fortaleza

A violência veste farda... A festa estava montada: um time promissor, uma torcida empolgada e um estádio digno de receber um grande espetáculo. Parte da torcida alugou um trio elétrico e um bloco de cores vermelha e branca foi criado. A Siqueira Campos vivia seu momento de sambódromo, dentre os passistas estavam mulheres, idosos e crianças. Só não tinham Porta-bandeiras, porque elas (as bandeiras) foram banidas dos estádios, supostamente, para combater um mal social: a violência. Mas esta parece resistir numa perspicaz insistência não receber cartão vermelho, e mais uma vez, infelizmente, cenas lamentáveis foram registradas neste ambiente ironicamente festivo. Indivíduos uniformizados abriram espaço no meio da multidão cantante, derrubando quem quer que fosse: jovem, idoso, branco, mulato, rico, pobre, trabalhador ou bandido. Abriram espaço sem pedir licença com suas armas empunhadas e sobre seus belos cavalos, alguns brancos, mas nenhum príncipe... Até exalavam um ar monárquico, mas o único Rei ali presente estava desarmado, inerte e pronto para receber estas pessoas que, subitamente, se transformaram de torcedores para vitimas de uma violência crua e indigesta. Eram membros de torcidas organizadas estes agressores? Não. Eram organizados, mas estavam longe de serem torcedores. Não é de hoje que a violência nos estádios, absurdamente, veste farda. Não é de hoje que algumas das maiores atrocidades vistas no templo do futebol são protagonizadas, justamente, por aqueles que têm a função de evitá-las. É como um intencional Gol contra. Mas a sociedade não deve se silenciar. Deve exigir seus direitos enquanto cidadãos livres para que estas cenas de Sábado à tarde não entrem pro rol de clichês de um filme perversamente repetido. Senão, daqui a pouco veremos nossos direitos mortos, estatelados no chão ouvindo um sonoro: “As ta La vista, baby”

Santo André x CRB

Um time com novas caras, novos nomes * Mas as expectativas... * As mesmas dos últimos anos.* Jornalistas classificam o Clube alagoano como um grande candidato ao...*____________________ Rebaixamento* É difícil ter que admitir, mas as estatísticas do passado recente só apontam para esta direção.* Por outro lado, o Galo praiano, ao longo destes 13 anos de Série b, manteve-se firme, sem ter provado o gosto da 3º divisão, sequer, uma única vez.* Um feito comemorável para um clube pobre de um estado ainda mais pobre.* Surpreendendo as expectativas, inclusive de uma parte dos torcedores, o Regatas vence na primeira partida do Campeonato e se torna líder.* Líder com 3 pontos* As expectativas parecem ter mudado de direção* Ao menos para os torcedores* Agora só faltam 37 rodadas* Rumo a Tóquio?*

Ruskin, Le Duc e Brandi, sua aceitação (ou não) na contemporaneidade.

Para Brandi, o estético prevalece sobre o histórico/funcional, pois a condição artística é aquilo que diferencia a obra de arte dos outros produtos da ação humana. Le Duc defendia que existiam formas diversas de se associar harmonicamente forma e função, estrutura e ornamentação. Já Ruskin acreditava que nem forma nem função, o que havia de valoroso na arquitetura é aquilo que ela carrega na sua essência, aquilo que ela tem de “infinito”. Essa discussão relaciona as idéias desses grandes pensadores dentro de diálogos da contemporaneidade. Arquitetura: Forma ou função? A tese de Violet Le duc era a de que o restauro deveria proceder estabelecendo um estado completo à obra que na verdade poderia nunca ter existido. Essa postura despertou o repúdio de alguns críticos por ser considerada uma postura invasiva sobre o monumento, apesar disso foi um teórico muito importante e de reconhecido valor. O conceito de “algo de outro” defendido pelo filosofo alemão Martin Heidegger quando se refere a “não matéria” da obra de arte é defendido também por Cesare Brandi mesmo que de forma indireta. Ele acredita que o ato da restauração jamais atingirá a “alma” da obra e exatamente por isso deve agir sobre a matéria de forma que qualquer intervenção seja facilmente reconhecível diante do contexto original, sem os exageros da anastilose. John Ruskin é o mais radical de todos esses teóricos. Ele diz que a poesia e a arquitetura são os grandes vencedores do esquecimento humano, e é na relação dessas duas artes que reside à essência da sua obra. A sua abordagem é carregada de uma poética admirável, no entanto pouco coerente. A casa, para ele teria um caráter quase de santidade, pois permeava dentro dela a essência, a vida e história do homem que nela viveu, daí a idéia de que a arquitetura deveria ser conservada, mas nunca restaurada. A escora da laje devido a um pilar defeituoso seria tal qual uma moleta apoiando um paciente machucado. A incoerência citada no parágrafo anterior se refere ao fato de que o “não restauro” significa a aceitação da deteriorização do mobiliário urbano das nossas cidades em nome da contemplação e do respeito aos nossos antepassados, segundo Ruskin. Mas isso significa também, por outro lado, não se posicionar diante da problemática urbana que enfrentamos com altos níveis de déficit habitacional e crescimento horizontal das cidades. É, portanto, a teoria de Brandi a mais aceita hoje por estudiosos e profissionais ligados à atividade do restauro e interessados pelas questões da cidade, pois ela propõe uma ação intervencionista que respeita a história do monumento, a vida e obra dos que viveram nele, as características originais da edificação propondo um uso racional e adequado. Ele respeita o passado, é coerente com o presente e projeta o monumento saudavelmente para o futuro.

Experiência em Itamaracá na trilha dos Holandeses

Percorrer a trilha dos holandeses é como fazer uma viagem através dos séculos, é como marchar ao lado das tropas do Conde Mauricio de Nassau até a singela Vila velha sentindo a textura da areia branca sob os pés e o leve toque dos raios do sol que conseguem penetrar a densa e exuberante vegetação passando pela igreja que virou cemitério e pelo mirante que não mais representa um elemento de segurança, mas continua oferecendo uma das mais inesquecíveis paisagens do litoral brasileiro.

Viagem à São Paulo
Me disseram que o mundo era dividido em vários países *
Subdivididos em estados e cidades *
Cada um com sua própria identidade e cultura *
Me disseram que o mundo era gigante *
E que o Brasil era só um pedacinho dele *
Hoje eu sei que tudo isso é mentira *
Porque o Brasil é maior que o mundo *
Já que o mundo está todo aqui dentro *
Desta cidade
Chamada
São Paulo

A importância da placa de formatura

No quarto ano em que estávamos na Universidade estudamos várias teorias na matéria Restauro, dentre elas, destaco a do crítico de arte Jonh Ruskin, nesta, ele defendia que a casa teria um caráter quase de santidade, pois permeava dentro dela a essência, vida e história do homem que nela viveu. Dessa forma, o restauro deveria respeitar a ação do tempo e, sendo assim, tal qual um homem, que com uma perna lesionada, usa moletas para se sustentar de pé, a casa deveria receber escoras para se sustentar quando tivesse um pilar danificado. Esta não é a teoria mais aceita pelos restauradores contemporâneos, mas é, talvez, a mais poética de todas. Ela estabelece uma relação de vida e morte, quase um pacto entre morada e morador. Durante esses cinco anos em que estivemos aqui, a Universidade se tornou, sem dúvida nenhuma, a nossa segunda casa, especialmente para aqueles que participam do PET (programa de educação tutorial), grupos de pesquisa, monitorias, centro acadêmico ou qualquer outra atividade que fez com que passássemos varias horas do dia neste bloco. E ainda quando não estávamos aqui, permanecíamos intimamente conectados à frente de um computador, curvados sobre uma prancheta, numa visita de campo ou numa longa madrugada escutando a Jovem Pan com os dedos melados de cola Super Bonder. Talvez tenhamos dedicado mais tempo a esta, que foi nossa segunda casa do que à arrumação do nosso próprio quarto. E se nesse período, se nós contribuímos para que o nosso curso melhorasse de alguma forma, se produzimos conhecimento para a sociedade, ou se seremos bons profissionais, orientados, sobretudo pela ética, inevitavelmente já imprimimos aqui, nesta edificação, um pouco daquilo que somos. Mas por que a placa? A placa é simplesmente um símbolo, assim como o diploma é um símbolo, e assim como a taça de campeão do mundo é um símbolo. Ambos símbolo de um sucesso, de um objetivo conquistado. Talvez o modelo ideal não seja uma chapa “bidimensional” em madeira, metal, vidro ou qualquer outro material de 80x80cm pendurado em uma parede, mas será que um mobiliário tridimensional jogado no pátio da nossa faculdade seria? Em história da arte, estudamos o pintor flamengo Jan Van Eyck. No seu quadro entitulado “O casal Arnolfini” ele registra acima de um espelho emoldurado e posicionado ao fundo da tela a seguinte frase: Johannes de Eyck Fuit Hic. O que em português significaria: Jan Van Eyck esteve aqui. A placa, enfim. sem ser agressiva, deve ser um permanente elo simbólico entre estudante e universidade, para que possamos dizer aos próximos alunos que irão habitar este bloco, simplesmente, Fuit hic... Estivemos aqui. * Texto baseado no discurso de aposição da placa da turma dos formandos 2006. A placa foi fixada numa porta sobre uma base de madeira (num equipamento móvel e efêmero), devido à proibição da Coordenação de fixar placas de formatura de forma permanente em parede, teto ou piso da FAU, para que a estética do prédio seja conservada.

Música – Eu bem que te disse

Música – Eu bem que te disse A Autoria – Delta 3 Band e Beto Macaco Tom – E E A Quando eu te conheci Alice Você era muito recatada Um rostinho puro e simples Com jeito de moça prendada Mas depois com os amigos que você se meteu Um cara de olho claro e uma morena que os dentes perdeu Te levaram pro mal caminho Te levaram à perdição E hoje essa feição de anjo Só é lembrança no meu coração Oh Alice É só eu ouvir os seus passos Que eu sonho em te ter no colo E te pegar em meus braços Oh Alice Eu então sempre fui tão sério Sonhava em um dia me casar Mas você chegou com seus mistérios Depois de grande me chamou pra brincar E eu não entendia a tal da brincadeira Era um tal de mexe mexe bole bole vuco vuco pega aqui pega ali Você dizia que ia ser muito bom Que eu precisava apenas relaxar E eu só dizia pra você não pegar Ali Ceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Eu bem que te Di Seeeeeeeeeeeeeeeee Que você não buli sseeeeeeeeeeeeeeeee No lugar que eu di Seeeeeeeeeeeeeeeee Depois de tudo isso eu quero de novo Eu quero o tal de bole bole mexe mexe vuco vuco pega aqui pega ali Você me fez mil promessas E quer me deixar na solidão Não invente de fugir às pressas Você pôs fogo no meu coração Oh Alice... (refrão) Eu vou me aproximar Te escorar na parede E botar pra engembrar E depois Vou te levar pro meu quarto Te deitar na minha cama E te dar um banho de gato É Alice... Eu bem que te disse Oh Alice... (refrão) Oh Alice (fim)

Usem a criatividade

http://www.orkut.com/FavoriteVideos.aspx?uid=3647292180482740865 (No vídeo o texto foi comprimido para melhor adaptação de acordo com o áudio do vídeo original) Texto baseado no vídeo “Wear Sunscreen (use o filtro solar)” da empresa DM9DDB Calouros e calouras da turma de 2006 criatividade, usem a criatividade Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria: “usem a criatividade” Os benefícios proporcionados por saber usar bem a imaginação foram efetivamente comprovados Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência Eis aqui um conselho: Desfrute de todo tempo livre que você tiver Ou esqueça Você só vai compreender o quanto vale não ter nada pra fazer quando não tiver tempo pra fazer nada Mas acredite em mim... quando estiver desesperado fazendo uma maquete com os dedos melados de cola Super Bonder e vendo o dia amanhecer, você vai entender de uma maneira que não pode entender agora o quanto é bom não ter nada pra fazer Não se preocupe com o mercado de trabalho Ou se preocupe, mas saiba que se preocupar é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de determinantes comendo pipoca Bokus Em todos os seus projetos faça alguma coisa que realmente chame atenção cante Não seja verme nos trabalhos em grupo Não tolere que se escorem em você nos trabalhos em grupo relaxe Não perca tempo querendo saber as notas dos outros Às vezes você tira 9 as vezes 0 O curso não é longo, e no final, você tem que contar só com você Lembre-se das anotações legais que os professores fizerem em seus trabalhos. Esqueça das arrogâncias deles. (Se você conseguir fazer isso me diga como pra quando eu fizer o próximo vídeo tornar essa fórmula pública). Guarde os bilhetes que você receber nas aulas contando fofocas ou mangando da cara dos outros Jogue fora suas maquetes rabugentas durma Não fique nervoso se você não souber o que quer fazer no seu TFG As pessoas mais interessantes que eu conheço no 4º ano ainda não sabiam Algumas das pessoas interessantes do 6º ano que eu conheço ainda não terminaram nem as matérias obrigatórias Tome bastante cerveja Seja gentil com a sua coluna Você vai saber o quanto isso é importante quando não conseguir mais ficar na posição ereta Talvez você de forme, talvez não. Talvez você entre no PET, talvez não Talvez você perca alguma matéria Talvez você dance um berequetê na praia de tambaba Seja lá como fique sua primeira maquete não se critique demais Todas elas tem 2% de chances de ficarem realmente boas Mas se orgulhe muito se ela ficar boa Curta seu final de semana da maneira que puder Vá pra todas as festas que puder Não tenha medo de não dar tempo de terminar o trabalho que é pra ser entregue na segunda-feira No final sempre se dá um jeitinho Desenhe Mesmo que o único lugar que você tenha pra desenhar seja a parede do seu quarto Leia todos os textos que puder, mesmo que falte mais de uma semana para a prova. Não entre em sites de mestres em computação gráfica. Eles só te fazem perceber o quanto a sua maquete eletrônica está feia. Saiba entender seus professores Você não sabe a falta que vai sentir dos assessoramentos de projeto e dos adiamentos de prazos de entrega de trabalho depois que se formar Seja agradável com seus colegas de sala. Eles são seu melhor vinculo com sua época de faculdade e que no futuro provavelmente te passarão algum projeto quando estiverem topados de trabalho. Entenda que alguns colegas de turma se matriculam, outros desistem, mas que há um punhado deles que vão te encher o saco do primeiro ao ultimo ano sendo seus companheiros de trabalho e é desses que você vai sentir mais falta. Arrume um trabalho pra juntar dinheiro e ir a todos os encontros que você puder, porque é a melhor coisa da faculdade e porque ficar escutando na mesinha as histórias da galera que foi só te faz sentir ódio de não ter ido. Vá pra um conselho de estudantes, mas tome muita cerveja antes que você se torne um pseudo-político Vá pra um ELEA, mas participe das oficinas e das palestras mesmo que não entenda nada, antes que você se torne um verme deitado num colchão vendo o tempo passar. Viaje Aceite algumas verdades eternas: A passagem de ônibus vai subir Você vai virar a noite fazendo trabalhos e os professores são injustos na hora de dar nota E quando você se aposentar, vai fantasiar que quando era estudante As passagens de ônibus eram baratas Os professores eram justos na avaliação E os alunos terminavam os trabalhos uma semana antes da entrega Comece seus trabalhos pelo menos uma semana antes da entrega Não espere que ninguém faça seus trabalhos Talvez você consiga uma excelente fonte de ctrl c ctrl v na internet Talvez você tenha algum companheiro de grupo muito nerd que goste de fazer tudo sozinho Mas você nunca sabe quando um ou outro vai aparecer com uma história que ta doente ou que tem um casamento pra ir e não vai poder se reunir Não olhe seus trabalhos depois de plotar Senão você vai perceber que esqueceu de por as janelas nas fachadas ou que o norte ficou parecendo um ventilador gigante por causa da escala. Tenha cuidado com as pessoas que dão opinião em seus projetos Mas escute o que elas tem a dizer, de repente você pode te dar uma idéia brilhante para o memorial Aprenda que um bom memorial justificativo é melhor do que muitos projetos E que a máxima que diz: se não souber, invente é realmente muito importante E acredite em mim quando eu digo: use a criatividade.

Eu sou duas pessoas!

Eu sou, ao mesmo tempo, 2 pessoas: uma é a Razão, a outra o Sentimento. Quando a razão diz que sim, o sentimento diz que talvez. Quando a razão diz: vire à esquerda, o sentimento se pergunta: Será que é por aqui mesmo? Quando o sentimento diz: Vamos nessa, a razão retruca: Rapaz, num vá não. E quando as duas têm a mesma opinião... olhe... é de se desconfiar São 2 pessoas diferentes, cada qual com a sua personalidade, com seus trejeitos e suas loucuras. A razão odeia acordar tarde, por ela eu acordaria cedinho todos os dias e iria correr na praia, já o sentimento é preguiçoso demais, por ele eu não sairia da cama menos de 11 horas da manhã, finais de semana às 2 ou 3 da tarde. Sou 2 pessoas. Primas, não, primas não. Primos podem até se envolver emocionalmente, razão e sentimento não, são cabeças duras demais pra isso. São exatamente 6:46 da manhã, o sentimento diz pra que eu fique no PC e leia uns textos ou escute uma musica. A razão me diz pra ir dormir pra não chegar atrasado no trabalho. E assim continuo, com essas duas malas nas costas...

Conceituação do Projeto de Clayson Cesar para seu TCC - Imagem: Perspectiva Gustavo Baraldi

“Arte de criar uma forma tridimensional a partir da manipulação de uma determinada matéria.” Se esta definição contemplar os conceitos de arquitetura e escultura, poderíamos imaginar um cenário em que tais manifestações artísticas estariam muito mais próximas do que se supõe. No entanto, a arquitetura demanda o envolvimento de muito mais elementos, muito mais agentes e a resultante forma tridimensional assume um caráter que não está presente na escultura: o funcional. Dentro desta abordagem talvez pudéssemos dizer que arquitetura é a arte de "esculpir" uma função. Novidade, ousadia, surpresa, espanto, o sublime. Estes termos estão intimamente ligados ao conceito de arte, que pode ser definida de muitas formas e focalizada sob as mais diversas perspectivas. Em uma delas, a do filósofo alemão Martin Heidegger, a obra de arte teria um "algo de outro" em relação a outras produções humanas como o artesanato. Este "algo de outro" seria exatamente a essência da arte, aquilo que substancia o caráter de sublime. A busca pelo novo, pelo "algo de outro" se torna imperativo no fazer arquitetônico, especialmente em tempos de globalização, padronização industrial e da progressiva mecanização da vida cotidiana. Inserida neste plasma conceitual, a forma surgiu. Fragmentada, sugerindo o caos. Entretanto não o caos do senso comum, mas sim aquele abordado na teoria dos Fractais, em que a parte reflete o todo e o todo reflete a parte. E, assim, a obra busca ser completa em cada um dos seus pormenores. Já dizia Gregório de Matos: se a parte faz o todo, sendo parte, não se diga que é parte, sendo todo.

CRBxItuano

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Data: 11/11/2006 - Hora: 16:00

Local: Estádio Rei Pelé

11 de novembro de 2006, com 4 tiros no peito o futebol alagoano agoniza, deitado sobre a grama... os mais céticos defendem a eutanásia, mas como a respiração ainda é mantida pela matemática, um exército rubro se apoia naquela que morre por último. se as experiencias de quase morte relatadas nos leitos dos hospitais são efetivamente reais não se sabe, mas estou certo que a imagem de todo o campeonato passou hoje na vista daqueles que foram ao templo do futebol batizado com o nome de um rei. a quantidade de "se" utilizada nos argumentos dos entristecidos regateanos dá a noção da tragédia irremediável, da agoniante impotência sentida na incapacidade de trasformar as alternativas salvadoras idealizadas na cabeça de cada um dos potenciais treinadores na recuperação de momentos que já se foram, no aproveitamento de oportunidades e no conserto de erros que agora só existem na memória, simplesmente porque o agora não volta mais. o agora nao volta mais, mas "se" voltasse...se não tivessemos perdido tantos gols, se o goleiro não tivesse feito aquele penalti... se... se... se cada jogo de futebol fosse como um filme, ele não seguiria clichês, poderia ter varias cenas de ação e de emoção com um final nao necessariamente feliz, seria um filme em que o final poderia anular a logica de cada um dos acontecimentos passados, a morte do mocinho, ou a glória do vilão poderiam significar absolutamente nada. um golaço nao deveria ser esquecido, às vezes penso que deveria valer dois, mas sinceramente já nao lembro mais daquele que fizemos hoje... não importa... o futebol alagoano agoniza, as letrinhas subiram na tela, o final foi triste, mas neste momento, Lisbela, aquela... do prisioneiro diria: o filme não acaba quando as luzes do cinema se acendem... ainda faltam aguns apitos.

Fossil de criança encontrado!

http://cienciahoje.uol.com.br/58673

Classificação:

Notícia sobre a descoberta de um fóssil de uma criança intermediária na evolução física dos macacos para os homens.

A paixão pelo futebol

Tudo tem seu preço. Até o gol!

O ônus de soltar o grito de gol é ter que presenciar derrotas.

Nenhum time é imbatível.

O Barcelona ganha

e perde

o São Paulo ganha

e perde

meu time empata

e perde

e perde

e perde

pelo menos tem sido assim nos últimos 45 dias...

Algumas pessoas não entendem o porquê de milhares de pessoas serem apaixonadas por futebol. Outras tampouco entendem o porquê de alguns, supostamente donos de uma coragem sobrenormal, torcerem para times pequenos, sem recursos, tradição e potencial para a conquista de títulos.

Bem, vale lembrar que o ponto em questão é a paixão...

e já diria Renato Russo: “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”

e quem irá dizer?

Não se escolhe por quem se apaixonar, não se escolhe quando se apaixonar, não se sabe ao certo qual o estado de um apaixonado, simplesmente está ou não está.

A menina passa, dá um sorriso e pronto, já era... não importa o melhor amigo chamar a atenção que ela não presta, que não se apega a ninguém, que costuma... enfim

No entanto há algumas diferenças entre a paixão por um time e a paixão por outrem.

A paixão por uma pessoa é referente ao estado de “estar”, ou seja, as pessoas ficam apaixonadas por outras e na maioria das vezes deixam de estar em algum momento.

A paixão por um time é referente à condição de “ser”, as pessoas SÃO apaixonadas por seu time, e jamais, em hipótese alguma deixam de ser.

Apaixonar-se é sofrer por conseguinte... é viver, ser feliz, e sofrer

Torcer é ganhar, é fazer vários gols e perder...

Se me perguntassem se vale a pena...

Eu diria:

Pergunte à poesia.

Campanhas eleitorais

Mais uma vez chegamos à época de campanhas eleitorais...

As mudanças que foram impostas na veiculação da imagem, propostas políticas e números dos candidatos parece ter privado as cidades de toda aquela já característica poluição visual que estávamos acostumados: outdoors aos montes com rostos iguais geralmente acompanhados de papagaios de pirata, hierarquicamente mais privilegiados para atrair votos, camisas estampadas com nomes e números que deveriam representar esperança e que, no entanto, pareciam antes simbolizar bilhetes de loteria (onde a chance de o apostador ganhar é mínima) ou pétalas de flor sendo arrancadas num uni-duni-tê – não seria bem-me-quer, mal-me-quer? Bem, de Julho a Outubro dos anos pares os políticos só não querem bem os seus adversários políticos.

Em substituição, milhares de pessoas empunham bandeiras e as movimentam como se estivessem num jogo de futebol torcendo pelo seu time do coração, quando o fiscal, o famoso “chumbeta”, está por perto, quando não, bandeira e “bandeirador” se apóiam mutuamente, e debaixo do sol escaldante em busca de uma sombra proporcionada pelo tecido da bandeira, naquela semi-simbiose ninguém sabe quem é quem. Os meninos que aprenderam a fazer malabares nos sinais só não aderiram à temporária profissão porque fazer malabarismos rende muito mais.

Temos agora,além disso, o horário gratuito de campanha na televisão, adesivos em carros, pinturas em muros, santinhos e os famigerados carros de som: ensurdecedores como sempre, onipresentes como nunca.

Tá, mas melhorou um pouco, pelo menos ainda podemos admirar os outdoors da Coca-Cola.

Atualizações

Atualizo este blog com pouca frequencia, vou tentar ser mais assíduo, no entanto postei agora algumas atualizações na seção "Por que?" e em "Velejando"...

A vida é um Lanche!!

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